O fundo do poço parece ter um alçapão pelos lados do Parque São Jorge. O que já era uma crise aguda transformou-se no cenário perfeito para o desespero absoluto da torcida e para a alegria incontrolável dos rivais. Com exatos 38% de chance de rebaixamento, o clube respira por aparelhos.
Fora das quatro linhas, o caos político é total. Sem presidente oficial, após Augusto de Melo ser impeachmado de forma vexatória, o comando caiu no colo de um interino que herdou uma verdadeira bomba-relógio. O cofre está completamente vazio: o clube coleciona transfer bans na FIFA por calotes no mercado da bola e não consegue sequer pagar os direitos de imagem do atual elenco em dia.
Dentro de campo, o reflexo da gestão desastrosa. Fernando Diniz foi mandado embora ontem, incapaz de resistir à humilhante marca de 7 derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro. Um time apático, perdido em campo e sem comando tático.
"Sem dinheiro para reforços, sem liderança na diretoria e sem treinador no banco. O passaporte para a Série B está sendo carimbado com antecedência."
A matemática é cruel: o time amarga um jejum terrível e está a um mísero ponto da zona de rebaixamento. E como desgraça pouca é bobagem, o calendário não perdoa. O próximo compromisso? O Dérbi. Um clássico contra o Palmeiras, que vem embalado e pronto para afundar o rival de vez no Z4.
A pergunta que fica ecoando nos corredores sombrios do clube é apenas uma: com esse cenário apocalíptico, quem em sã consciência vai querer ser o técnico do Corinthians?
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